Diferenças entre internação compulsória e involuntária

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Constantemente, nos deparamos com notícias tristes em relação ao uso do álcool e das drogas, que acabam afetando a vida de milhares de pessoas, principalmente os familiares que tentam lidar com esse problema diariamente. Assim, umas das alternativas é a internação compulsória e involuntária.

Contudo, existem diferenças bem claras nesses tipos de internações, por exemplo, a involuntária é acionada pelos familiares por meio da assinatura de uma autorização para tratar esse indivíduo comprometido. Já a compulsória é expedida através de ordem judicial, com o requerimento ou não da família.

Mas ambas as situações têm por objetivo oferecer melhores condições de vida para esses dependentes que já não conseguem mais exercer o controle sobre as suas ações, de modo que as condições físicas e psicológicas estão demasiadamente afetadas, colocando-os em risco.

Dessa forma, se você deseja se informar mais sobre as diferenças entre uma internação compulsória e involuntária, continue acompanhando esse artigo e conheça mais sobre o trabalho que é realizado com os pacientes em situações de risco na clínica de recuperação.

A internação compulsória e involuntária deve ser aplicada em que momento?

Muitos dependentes não reconhecem a necessidade de parar de beber ou de usar drogas para garantirem a sua qualidade de vida e bem-estar de uma maneira geral. Nesses casos, em que a pessoa se mostra incapaz de buscar por ajuda, surgem as opções de internação compulsória e involuntária.

Em ambas as situações, a clínica para dependentes químicos ou clínica de recuperação desenvolve uma função importantíssima e que deve ser respaldada, pois atua diretamente no tratamento e resgate da vida de pessoas que se encontram em condições de alto risco.

Para entender melhor as diferenças desses tipos de internação, confira as principais características e determinações dos processos:

  • A internação compulsória é expedida por meio de uma ordem judicial;
  • O indivíduo não exerce vontade sobre o processo, ou seja, a decisão de internação é independente da sua vontade;
  • A ordem judicial é baseada em uma solicitação médica, que pode partir ou não da família do dependente;
  • Se aplica como uma medida cautelar em casos criminosos, no qual o dependente estava sob o efeito de álcool ou outras drogas;
  • É obrigatório a apresentação do laudo médico que comprove que a pessoa se encontra extremamente debilitada e sem nenhum domínio das suas condições físicas e psicológicas;
  • A ordem para internação feita pelo juiz só é expedida após a avaliação do parecer e das condições de segurança;
  • Nesse caso de internação, o juiz não tem interferência no tratamento, cabendo somente ao especialista determinar quando o processo deve ser finalizado ou interrompido.
  • A internação involuntária é feita a pedido de um terceiro, que no caso deve ser um familiar de parentesco consanguíneo, solicitação essa que não pode ser feita pelo cônjuge;
  • Da mesma forma, o processo se dá sem o consentimento do usuário, que já não tem mais o discernimento sobre a exposição ao risco;
  • Após feito o pedido pela família, a pessoa passa por uma análise médica que irá emitir um laudo constatando ou não a necessidade de um tratamento para a dependência;
  • Em caso positivo, a família pode apresentar o laudo diretamente em uma clínica de recuperação;
  • Normalmente, esse tipo de internação é voltada para pacientes que apresentam surtos, esteja muito agressivo e preciso ser contido.

Doctor holding elderly person hand with care in hospital.healthcare and medicine

Dessa forma, para cada caso em específico, pode-se observar que existe um procedimento a ser seguido e, quando a situação é levada até uma clínica de recuperação, é muito comum que se utilize um método de tratamento conhecido como os 12 passos, que é um programa voltado para o tratamento do alcoolismo e também para outros tipos de dependência química.

Basicamente, esse método consiste em reunir os dependentes para que eles possam relatar as suas experiências, suas condições no tratamento, como se sentem, as principais dificuldades enfrentadas, como também as vitórias que conseguiram até o momento, assim, ajudando um ao outro.

Por meio dessa iniciativa e do tratamento adequado, os dependentes do álcool e drogas têm chances mais reais de terem uma nova vida e oportunidades, seja por uma internação compulsória e involuntária. A clínica de recuperação em São Roque é um dos exemplos de locais de reabilitação que exercem um trabalho grandioso nesse segmento.

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